Black Friday: o que precisamos saber além dos descontos

Sumário

A Black Friday de 2022 está cada vez mais próxima (25 de novembro) e não apenas os vendedores se preparam para a data, mas também os consumidores. Afinal, este é o momento de maior movimentação no comércio, em que os preços costumam baixar consideravelmente.

Segundo um levantamento de dados feito pela Nielsen|Ebit, em parceria com a Bexpay, é esperado que mais de 78% da população brasileira vá às compras na Black Friday. Desde já, as expectativas para a época estão altas. Esse será o primeiro ano pós-pandemia de Covid-19 que as lojas físicas atenderão normalmente. 

Dia de promoção no Supermercado Guanabara — Gif/Reprodução: Gfycat

Outro detalhe que intensifica o anseio do público pelas promoções é o fato de estarmos em ano de Copa do Mundo. Para muitos indivíduos, a Black Friday será ideal para trocar a TV antiga por uma nova ou comprar camisetas da seleção para a família.

Quando analisamos que o dia atrai todos os tipos de clientes e impacta vários países do globo, fica mais fácil entender a dimensão da Black Friday. Além de movimentarem a produção, estoques e vendas comerciais, os efeitos da última sexta-feira de novembro também são sentidos na publicidade.

A Black Friday em números

É esperado o aumento de todos os gráficos neste ano, pós-abertura total do comércio – Gráfico/Reprodução: FRZI

Qual a origem da Black Friday? 

Apesar de não haver registros oficiais sobre o surgimento da data, acredita-se que o termo tenha sido usado pela primeira vez no século XIX, após uma queda drástica no preço do ouro na bolsa de Nova York. Conta-se que em 24 de setembro de 1869, uma dupla de investidores tentou dominar ilegalmente o mercado de ações, o que fez com que o governo interviesse.

O valor da matéria-prima foi abaixado e fez com que várias pessoas perdessem altas quantias de dinheiro. Por conta disso, o dia ficou conhecido como “Black Friday”. Outras teorias relacionadas ao Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos também costumam ser consideradas.

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Na década de 60, na Filadélfia, tentaram incrementar o nome “Big Friday”, mas os comerciantes não acataram à mudança — Imagem/Reprodução: Unsplash

Embora existam contradições em relação à origem, foi só na década de 80 que a Black Friday passou a representar as promoções especiais dos lojistas. A ideia chamou atenção de outras partes do globo, ganhando mais proporção a partir dos anos 2000. Entretanto, no Brasil demorou um pouco mais para os consumidores adotarem a prática. 

Somente em 2010 que a campanha veio para território nacional, com a ação de pouco mais de 50 lojas, as quais fizeram apenas vendas online. De início, os brasileiros tiveram muita desconfiança com os descontos, tanto que deram o apelido de “Black Fraude” para o acontecimento. De 2012 para frente, a ocasião ganhou mais força e atualmente é a principal data de vendas para os lojistas. 

Em 2013, os números de vendas bateram recordes e desde então se mantém — Imagem/Reprodução: Unsplash

O racismo neste contexto

As divergentes histórias de origem da Black Friday refletem na atualidade uma problemática superior à dúvida de quando, ou por quem, o termo foi usado primeiro. Além das teorias citadas, há também a possibilidade do surgimento estar relacionado à compra de escravos negros, trazidos diretamente da África para a América no século XVIII.

Pelas condições precárias, nem todos os escravizados conseguiam sobreviver à rotina de trabalho. Quando ficavam doentes ou fracos, eram vistos como prejuízo pelos senhores, os quais optavam por vendê-los abaixo do preço. Essa prática acontecia comumente nas sextas.

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Afinal, por que relacionar a palavra “negro/preto” com a venda de produtos mais baratos? — Imagem/Reprodução: Unsplash

Há a possibilidade do termo ter essa (ou outra) origem racista, já que não é de hoje que a sociedade ocidental adotou a cor preta como conotação negativa na linguagem popular. Na tradução para o português, Black Friday fica como “Sexta-feira Negra”, o que faz com que a problemática ultrapasse barreiras do idioma original.

Artigos e indivíduos formadores de opinião já divulgaram ideias contra o termo, como neste questionamento feito por Rachel Maia, presidente do Conselho Consultivo do UNICEF e colunista do Expert XP. Outro exemplo é um artigo opinativo divulgado pelo Brasil Escola, que apresenta o seguinte trecho:

Afinal de contas, o que significa o termo Black Friday? Sexta-feira negra? Sexta-feira preta? Dia de preto? Dia que pobre pode comprar coisas boas e bem barato? […] as pessoas vão sendo tão envolvidas pelas propagandas para a necessidade de consumir, que muitas não param sequer pra questionar: por que ‘Black Friday’ e não ‘White Friday’?

João Filho, doutorando, UFPE

Conscientização ou estratégia de campanha?

Desde 2020, o Boticário adotou um novo nome para o período correspondente às grandes ofertas: a Beauty Week, a qual se mantém até hoje. Do mesmo modo, outras entidades também repetiram a ideia, como a Quem Disse, Berenice. Logo depois, a iniciativa movimentou mais empresas, mas nem todas cumpriram a proposta de modificar o termo, como é o caso da Imaginarium e Americanas, as quais voltaram a usar Black Friday para a data.

Campanha da Beauty November de 2022 — Imagem/Reprodução: Boticário

Contudo, identificar uma ação oportunista nem sempre é simples. Ainda assim, um dos meios para descobrir é observando a rotina empresarial da marca. Ao ver uma companhia que adote pautas raciais para integração no mercado, busque saber qual a quantidade de colaboradores negros na empresa, os principais cargos ocupados por eles, como essas pessoas aparecem na publicidade, entre outros pontos.

Hoje em dia, os consumidores se mostram mais conscientes sobre assuntos de impacto social. Nesse sentido, eles preferem apoiar marcas que defendem os mesmos ideais e se posicionem quando são cobradas. Apesar dessa afirmação assustar alguns empreendedores, existem táticas de branding que permitem uma relação mais saudável com o público, o que traz mais conforto para a marca.

Branding para a Black Friday

Um bom branding é necessário para toda a trajetória da companhia, tanto para ressaltar os propósitos, valores e posicionamentos quanto para se destacar no mercado, especialmente nos anúncios. Para a Black Friday, ter esse espaço é essencial quando se quer conquistar resultados superiores com as campanhas de publicidade.

Inovação é necessária para as campanhas de Black Friday — Imagem/Reprodução: Unsplash

Tenha em mente que a visibilidade da sua empresa é o que faz a diferença na hora das vendas. Do mesmo modo que a credibilidade é o que garante o engajamento dos usuários. Durante essa época, não se esqueça de priorizar os seguintes tópicos do seu branding:

  • Identidade visual: ela pode ser personalizada para a Black Friday. O ideal é que comece a ser usada antes da última sexta-feira de novembro;
  • Reforce o tom de voz e personalidade da marca: as campanhas devem ser diferenciadas, mas sem fugir do perfil da empresa, o qual os consumidores já estão acostumados;
  • Não deixe de acompanhar o que os concorrentes estão fazendo: respondê-los indiretamente pode até ser uma provocação válida, desde que não soe apelativa.

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